Nota

Nas vias, a gente precisa entender, que as escolhas não funcionam como um sinal no ponto, para o ônibus que se aproxima, o processo será sempre contínuo. 

Anúncios

Citação

Custear sinceridade

Se o pensamento fosse algo só pra mente, a prática e as atitudes humanas, dependeriam de injeções recheadas de oxigênio, devido a falta de ar, que causaria a ideia enigmática de que tudo é rudimentar.

Vejo pessoas a todo momento e compreendo que essa ausência de verbalizar os íntimos pensamentos, causa uma falta existencial de ‘um à mais’. A preguiça ocasionada pela espontaneidade do outro em dizer o que pensa, pode ser o que basta e o que alimenta a alma daqueles que se privam de expor sua matéria interna em forma de palavras. Existe também uma grande cumplicidade das pessoas em analisarem outras, como se isso, fosse um aumento de caráter e de boas atitudes. Vivemos num mundo, onde a preguiça, é uma das sensações mais exploradas em todos os gestos.

Preguiça de: amar, viver, compartilhar, estagiar novos caminhos, sonhar, sorrir, chorar, comer, dialogar, olhar, pensar, frutificar amizades, construir, enfim, um inúmero dicionário de verbos e de terminações irreversíveis.

Uma ideia, é sempre a ideia de alguma coisa (Husserl). Um gesto é sempre a forma física de uma ideia; o sorriso é a demonstração da ideia; a ideia é artística, é literária, é contemporânea, é indeterminada, efusiva, é uma escola. Ideia é vida. Ideia casavelmente com a sinceridade pura, não necessariamente ingênua; um toque de hostilidade, pois a vida é isso: essas alterações de astros e estrelas, que nessa atmosfera causam essa necessidade de custear a sinceridade.

Uns pagam mais caro que outros, por motivos de exigir fatos e não contos.

Solidão, baseado e amor

Numa vida cheia de ilusões, vivo num mundo de expectativas. A falta de um abraço verdadeiro, de amor, a falta de um sorriso, de um beijo, de coisas simples da vida, às vezes deixa a sensação de vazio. Vejo situações, pra que elas sejam interpretadas de forma vistosa e sincera. Sinto como um objeto posto em cima da estante: vago, nulo, vazio, empoeirado, onde todos os olhares batem, mas não são agraciados com o toque, com a sutileza de quem aprecia e toma pra si. É sempre bom ter quem queira, é sempre bom ter quem chega e diz: to com você.

Às vezes solidão, é uma das melhores companhias, às vezes.

Num espaço oco e triste, que às vezes a mente se torna, após lançar ao mundo suas vibrações, existe a leveza de amar. Recompor o perdido e transparecer suavidade. Um sorriso leve, uma alma serena, um olhar sóbrio de injúrias e incertezas. O que seria de nós sem as águas que nos asseiam, adoçam os poros e nos deixam respirar em pele e ar. O que seria…

Uma vida baseada em amores e sentimentos.

No hoje tantas formas de sentir: como, onde, pra que, em que, por que, no que… A qualidade do olhar, que pode traduzir mil palavras em poucos gestos. Não vivemos num mundo de preparados; vivemos num mundo de aprendizados constantes. A falta da docilidade de entender, olhar e sorrir porque é límpido o sentimento, falta. O humano se esqueceu, que vivemos pra nós mesmos e que o mundo é o nosso, pequeno, curto, cheios de altos e baixos, com vidas curtas ou longas. Não digo sentimento nutrido à dois, não digo sentimentos rancorosos; sentimento vai além do que a mente humana pode entender. Sentimento é especial, sabe; sentimento veio pra transformar uma perda, num sorriso de conforto, num entender que algo partiu, mas que coisas boas ficam e ainda podem ser construídas. Sentimento precisa ser puro e um bom companheiro.

Não digo amor de sentimento e nem sentimento de amor.

As pessoas pensam que é difícil separar sentimento de amor. Sim, pensam! Como também não entendem que falar de amor, não é falar de sentimento e nem quando se fala em sentimento, significa que seja amor. A gente precisa sorrir e deixar com que a vida flua… Deixa-se sentir, deixa-se fluir, deixa-se tocar. ”Não me toques” vivendo como andarilhos pelas estradas, soprando angústias e desenhando nãos, são corriqueiros e cheios de prazeres.

Quando a vida se encaixa no entendimento, parece tudo ser como o ar que se respira: uma via de mão dupla, cheia de intensos momentos

Vídeo

Missing You

Desde que você estêve ausente
Eu estive para baixo e só
Desde que você estêve ausente
Eu tenho pensado de você
Tentar compreender
A razão pela qual você me deixou
Por que você se foi completamente?
Eu sinto a sua falta
Diga-me porque a estrada gira
Ooh ooh
Eu sinto a sua falta
Diga-me porque a estrada gira
Eu olho ao redor
Eu vejo as coisas que me recordam em mente
Apenas vejo você sorrir
Fêz meu coração encher-se com a alegria
Eu ainda lembrarei de
Todos aqueles sonhos que nós compartilhamos juntos,
Onde você corria, garoto?
Eu sinto a sua falta
Diga-me porque a estrada gira
Ooh de ooh
Eu sinto a sua falta
Diga-me porque a estrada gira
Eu tenho procurado compreender,
Eu não compreendo
Apenas onde você estava tentando ir
Somente você soube do plano
E eu tentei estar lá
Mas você não me deixaria entrar
Mas agora você foi embora menino
Eu sinto o coração muito partido
Eu sei o dia em que começamos
Que nós estivemos significados ser
Se você deixar-me apenas
Eu chorei muito
Agora conseguir vencer todos os meus medos
Nós deixamos o deslizamento do tempo afastado
Eu preciso de você garoto
Aqui Hoje!
Você deu tantas coisas
Para o meu coração
Para minha alma
Havia tanto de seus sonhos
Que nunca foram ditos
Você teve tanta esperança
Por um dia mais brilhante
Porque era você minha flor
Arrancado fora
Eu sinto a sua falta
Diga-me porque a estrada gira
Ooh ooh
Eu sinto sua falta
Diga-me porque a estrada gira

Querer, ser e não entender

Quando a gente quer, a gente retrata as maiores e mais belas histórias de amor. Se um dia a paixão acontece, nem sempre de forma clara ela diz, mas se faz sentir.

O que é falar de amor, como é falar de amor, quando nunca se sentiu, ou se sentiu nunca conseguiu definir? Existem perguntas que não nos fazemos e existem momentos que não conhecemos. Como definir sentimento, quando ao seu lado a razão, vontade, desejo e o coração, andam de mãos juntas?

Hoje penso em você, no depois te esqueço. Me odeie pelo que deixei de dizer, mas não pelo que deixei de fazer. Às vezes entendo ou prefiro entender, que as palavras, sejam pra mim; acreditar que tudo seja pessoal, pode ser uma das fantasias mais sublimes da mente. Fluir e se deixar viver, pela emoção que transborda como transpiração e existir, como os olhos que veem a luz do dia.

”Uma paixão platônica, pelo viver e a esperança”

Incansavelmente, quando a gente espera que o amor se realize, ele não vem. Quando se procura, os encontros são desconfortos desencontros. Quem um dia, parou e pensou no destino? Pra que buscar, o que tempo tem pra oferecer, se existem dias e datas marcadas? Pra que visualizar todos os dias o mesmo, se nem ao menos posso dizer olho no olho, verdades? Existem emocionais infindáveis, que não descobrimos pela simples ausência de desbravar. Existe uma inconstância e uma grande distância entre o bem e o querer. O que é sentido, é pessoal, invisível e por vezes só existe em mim e que os olhos não dizem. Escrever por vezes e por minutos, mas com contradições no preferir ser no outro, o meu desejo.

Um dos amores não compreendidos, num futuro distante ou inexistente, pode ser lembrado como a oportunidade de acontecer.

Nas entrelinhas da vida, surpresas cheias de amores; não amores de sentimento, afeto, amores por simples que seja, cotidiano. Numa vida qualquer, que seja a presença em sentir. Precisa-se falar, mas é necessário sentir na pele.

Uma forma de escrita, meio confusa, meio intolerante e inconstante, nos faz em grandes surtos emotivos, compreender, que a mente, não precisa pensar, só precisa ver que a escuridão do céu na madrugada, te permite delírios

Nota

Vida sobre pernas

Quando a gente pensa, que a química folhas e grafites, acontece como o ar que sobrevoa nossas cabeças, que entra pelos poros, que nos mantém alertas, que faz o pensamento criar asas, vemos que na pele, o conto é outro.

Quando a gente suspira uma ideia, do que é descrever a vida, o barco naufraga sobre neurônios exaltados, da manifestação do espectro da perfeição. De olhos límpidos ou bronzeados a vida navega, cada um de uma forma, cada veleiro numa estação e no horizonte a expectativa e a imaginação, misturam a ilusão do fim ou se o rei sol, nos engana, pela falta de coragem em ancorar nossas raízes, nas verdades da queda livre… Aquele que chegou no horizonte e desmentiu a farsa, aquele que por inúmeras vezes, acreditou que a terra não era redonda, e sim chata, aquele desbravador de novos mundos, o povo coagido pelo diferente, uma linguagem nula e incompreensível; no fim de toda essa história, que não tem um fim, só vivemos quinhentos anos e não se afirma, presente evolução. Somos incapazes de agredir nossas ideias, com a transformação do que é divergente, porque ideias que prontas, já nos são apalpáveis e ótimas pra nos definir, momento errôneo de acreditar que tudo numa fantasia, após à meia-noite, continua na mesma mágica.

Dentre tantos e outros motivos, o mundo é repleto de lonas coloridas, onde os telespectadores aplaudem, onde os palhaços aproveitam, onde você é o centro das atenções, passível de injúrias e infâmias. Quando a gente fala de vida, existe uma extensão de oportunidades, que nos proporcionam exalar ideias, histórias, sorrisos, novos pensamentos, que o mundo não gera essas novas emoções… não existe um fim.

Quando a gente quer falar da vida, a primeira a ser expressa, é a interior que nos compete cuidar, prezar e prometer inundações de espírito, sabedoria, inteligência, interpretação… Ainda sim,  teremos casos televisivos de que o estado do ”sou” é imune; ainda sim teremos vidas que acreditaram piamente que o nascimento é definitivo e não gera o depois. Vivemos numa sociedade média, que o comportamento precisa ser somente básico e não visionário.

Eis que o grande erro humanista, do ser exclusivo no grupo, que por motivos lógicos e práticos não se encaixam, coexiste num eterno vácuo, onde não há preocupação com o pessoal e íntimo. Existe preocupação em como a sua plástica é visionada pelo outro. Vivemos num mundo, onde o que o outro ‘acha’ é o que você tem como resposta. A aversão a criação de ideias e pensamentos fazem do vivente grupal ser mais um, no meio de tantos outros idênticos ou parecidos a ele. O movimento exaustivo diário, pode nos fazer grandes admiradores.

Se achamos, temos a convicção de que algo existe. Ninguém acha por um achar, toda opinião tem uma ideia. ‘Toda ideia é ideia de alguma coisa’ – Husserl -.

Uma ideia sobre a vida não existe, se ela não tem pernas próprias. Imagem