Pelos caracteres atemporais, sem estações, há montanhas russas desequilibradas de raciocínio lógico. Essa inconstância causa desconforto e prática de ciúmes incontroláveis à níveis estratosféricos de loucura… Sou capaz de me transformar em seres quase imperceptíveis, apenas para observar o que não posso ver enquanto humano.
Tento sempre reparar no que acontece à minha volta, nem sempre consigo. Existem cenas obscuras que não suportam vírgulas.
A grande verdade é que a gente se apaixona sem querer, se apega sem saber, mesmo se auto protegendo contra qualquer sentimento. Habitamos uma época em que a carência é absurdamente derrotada, enquanto é usada como disfarce para o prazer. Gozar é o que importa, a colocação emocional nunca será requisitada; quando a carne se satisfaz a alma transborda. Vazios e excessos na mesma proporção, criados de acordo com o que se propõe. Digo que ”amor próprio em excesso faz mal e adoece”, cada um dentro das suas limitações e liberdades.
Ninguém se questiona dos porquês, até porque não importa se um acento, se tornará assento. Ser passageiro é mais prazeroso. A ilusão criada pela fodástica vontade de ser, é apenas uma capa onde paga-se caro pela figura que outros irão imaginar, mas por dentro existe um planeta com prováveis vácuos.
Nos preenchemos de fomas inusitadas, de loucuras elucidantes, de perigos… desbravar é eloquência.
A primeira pessoa, queria viver loucamente, a segunda pessoa nem sempre permite. Quando o terceiro entra em cena, ele deixa dúvidas. O quarto é o desejo, o quinto é a possibilidade de sermos o quarto dentro do cúbico e sexto, é quando nos enganamos.
Na vida somos tão andarilhos que temos não somente pés calejados, de idas e vindas figuramente, porque nem sempre estamos ao sol, às vezes estamos dentro do eu particular…
A solidão para uns é alucinadora, para outros aterrorizante.
Sempre estamos em busca de alguma coisa, incessante ou vagarosamente.
Nada é tão perfeito, portas que se fecham, janelas que se abrem, verbetes excitantes, figuras à níveis absurdos de tesão…
Não existe fim, e sim uma vírgula cheia de vontade… enquanto não se sacia, se desbrava mares infindáveis em busca do ”tô aí pro que der e vier”.

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