Se o pensamento fosse algo só pra mente, a prática e as atitudes humanas, dependeriam de injeções recheadas de oxigênio, devido a falta de ar, que causaria a ideia enigmática de que tudo é rudimentar.

Vejo pessoas a todo momento e compreendo que essa ausência de verbalizar os íntimos pensamentos, causa uma falta existencial de ‘um à mais’. A preguiça ocasionada pela espontaneidade do outro em dizer o que pensa, pode ser o que basta e o que alimenta a alma daqueles que se privam de expor sua matéria interna em forma de palavras. Existe também uma grande cumplicidade das pessoas em analisarem outras, como se isso, fosse um aumento de caráter e de boas atitudes. Vivemos num mundo, onde a preguiça, é uma das sensações mais exploradas em todos os gestos.

Preguiça de: amar, viver, compartilhar, estagiar novos caminhos, sonhar, sorrir, chorar, comer, dialogar, olhar, pensar, frutificar amizades, construir, enfim, um inúmero dicionário de verbos e de terminações irreversíveis.

Uma ideia, é sempre a ideia de alguma coisa (Husserl). Um gesto é sempre a forma física de uma ideia; o sorriso é a demonstração da ideia; a ideia é artística, é literária, é contemporânea, é indeterminada, efusiva, é uma escola. Ideia é vida. Ideia casavelmente com a sinceridade pura, não necessariamente ingênua; um toque de hostilidade, pois a vida é isso: essas alterações de astros e estrelas, que nessa atmosfera causam essa necessidade de custear a sinceridade.

Uns pagam mais caro que outros, por motivos de exigir fatos e não contos.

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