Indecisão, não enxerga na escuridão.

O que se toma por amor, não é a realidade das almas. Cada um se conecta como pode, sente como quer.
Ando cansado de tanto amar e como náufrago, não chegar à terra. Te vejo e te sinto tão forte no peito, que meus olhos chuviscam. Convivo com a raiva e o amor lado a lado, brigando pra vencer essa batalha incurável que somente eu posso sentir.
Imagino a todo instante por onde andas, com quem estás, um ciúme que não cabe no peito, um saudade que os dedos não controlam. Sinto seus lábios me olhando e seu olhar me dizendo coisas que não sei dizer. Conto nos dedos o tempo, pois eles não formam horas, tão pouco os dias. Lembro-me do “te quero outros dias” que foi tão real, senti o espírito flutuar. Ali eu já te amei.
Existe uma grande confusão dentro do peito entre o querer e não te ter; onde estou e o já vou…
Quero chorar.
Quero chorar de saudade, quero chorar de raiva por te querer demais e te ter de menos. Cadê a saudade que dizias que sentia? Cadê o castelo onde eras meu rei e eu teu príncipe? Um mundo de fantasias, caminhos que como o gato mestre, desaparecem.
Esgoto-me todas as vezes que venho destrinchar todo sentimento guardado; essa caixa de emoções no lado esquerdo precisa transbordar… me questiono se o amar e ser amado, não me cabem nessa vida, quiçá em outras que não sabemos. Deixei meu romantismo no ponto de ônibus, quem mais precisar, faça bom uso.
Olheiras imensas que não…
Palavras que faltam e…
É insuportável forçar te esquecer e quanto mais forço, mais ainda circulas dentro das veias. Há dias te vejo pela mesma tela, nos mesmos minutos. Decorei seus passos e seus gritos, e tão futurístico que não posso correr ao teu encontro… na verdade, nem sabes que te admiro enquanto nem pensas em mim.
Adeus à uma saudade, adeus à um amor, adeus à mim mesmo, pois te sinto tanto que já não sou eu.
Não quero me enganar, mas é tão difícil quando a luminária não acende na escuridão.

 

Robson Neves.

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Vencer Rumores

Os dias são como as horas incansáveis que giram em torno de um centro conexo que calibra as idas e vindas.

A gente aprende muito com o dia-a-dia. É como tempo que tem seu inicio no alto das montanhas, com seu frescor nas primeiras horas do sol e como o frio suave do colorido céu no fim do dia. A vida pratica o mesmo hábito, depende de quem à têm fazer com o tempo seja diverso, especial, único, características que intimistas registradas em uma única matéria. Por mais que se tente desviar o caminho e seguir pelo contorno, afim de não exercer tropeços ao pisar em ovos, vemos espelhos e sentimos sonhos perfeitos. Criamos expectativas pela mínima oportunidade de se fazer feliz. Dentro de uma certa condição, não somos felizes e sim, estamos. Estados passageiros, diários de uma vida atribulada, como se fosse um parque de diversões na montanha russa, despejando gritos de emoções e frios de prazer. No fim das contas nunca somos ou estamos preparados; fazemos isso de acordo com histórias acumuladas, refletidas nas fronhas que repousam o físico de um emocional fadigado pela ansiedade.

No inconsciente vivemos os mais lindos romances emocionais, sem companhia de outrem. Fazemos das nossas escolhas, os mais belos buquês, recheados de violetas, enlaçadas pelo ouro que carregamos. Não somos e nunca fomos menor do que auto afirmamos, a sinergia dos nossos ‘eus’ constroem parágrafos, como prédios que são erguidos, na mesma improporção dos que um dia são bombardeados por não fazerem mais sentido. Assim os nossos sentimentos são desenvolvidos; é uma auto análise que se faz por querer acertar, como se o sentir fosse programado pela numerologia.

”Já me feri no espinho daquela flor” e nem por isso me tornei um navio gaiola. Nessa inconstância de sentir demais, sempre curo-me pelo sentir à mais. O que um dia tocou a alma, ecoa para o ar pelo mesmo trajeto. Precisamos aprender a nos desprender daquilo que não nos pertence. Se a via não é de mão dupla, não seja um parador. O sentimento não pode ser anulado porque um sonho, um cheiro, um toque, não foi repetido e não tornou-se enlaces de prazer. Quando imaginamos que o desfalecer é tristeza, outras pétalas caem para colorir… existem infinidades de chances e oportunidades que temos, cegar-se por um beijo que não se torna real, é padecer de sofrimentos.

Viemos do pó e com esse pó nos reconstruímos.

Por mais que se sinta, por mais que se ruja, não se perca. Triste é ter que desmembrar um sentimento que se nutre, pela ilusão da expectativa. Meu erro é sentir demais e querer dez vezes mais, mas há inúmeras chances e revanches prontas para eclodir e ser. O dia que acontecer, eu sei que valeu a pena esperar.

 

Robson Neves.

Sair do choro no fim da noite e dormir com o sorriso no fim do dia.

Enebrio o olhar com a lembrança daqueles olhos negros, os passos largos, longos braços, cercando os meus e enlouquecendo os lábios de prazer.
Queria tanto ter motivos para escrever todas as linhas infinitas desse universo, mas sinto que existe uma falta dentro do sentimento. Eu gosto tanto de te ver, gosto de te sentir… Dentro do meu peito você bate como se fosse o coração gritando amor, amor, amor. Não existe o ‘eu te amo’, pois o sujeito não combina com a semântica do verbo. Mas a gramática memorável dos traços que formam teu rosto, não saem da memória.
Quero não pensar em você, mas à qualquer esquina, um vento traz, um sorriso faz seus olhos encostarem nos meus e esticarem o sorriso num tom de felicidade. Felicidade questionável que debate com a saudade, do ‘eu também’ sem acréscimos… conjugar o verbo no superlativo da saudade não é possível. O que os olhos leem, os caracteres dizem, o coração sente e o que se sente esconde-se nas temperanças do medo.
Sinto-me como se estivesse pela estrada no deserto com a miragem das águas; vejo as telas que te desenho enxarcadas, seco-as desesperadamente para que não se percam, pois cada traço que me faz ter você nos pensamentos, me fazem viver uma história… Uma história…
Desacreditei.
Vivo uma inconstante loucura de querer e não te ter, ”te ver e não te querer, que é improvável, é impossível”. Não quero me perder entre linhas, não quero te desenhar num rascunho, que pode se perder com o tempo, não quero que as letras te dicifrem, quero fazer o fim do arco íris, esbanjar entre meus dedos o seu calor. Sinto uma confusão cheia de absurdos dentro do peito… te sinto tão perto e tão distante e nesse cânnion olho pro alto e tento encontrar fios de cabelo ao mar para escorar e desfrutar teus sabores. A suavidade das cordas vocais aquecem os batimentos acelerados, quando te vejo não existe outro mundo a não ser àquele em que estamos juntos. Ah, como é bom te sentir…
Reacreditei.
Releio a cada instante a lembrança escrita e me reconecto com o eu, te revejo como feixe de luz ensolarando meu lábios e dando cor ao dizer o quanto gosto de você, sem que perceba e fuja. Dentro de mim gritas como a corneta que anuncia a vida que chega à terra, é divino quando se sabe o que é amar.
Amar sem fim, amar sem medida, amar, amar.
Incomensurável qualquer parágrafo que venha manchar as linhas com o seu toque. Definir seus traços é tão difícil, quanto acreditar no vento que se sente e não se enxerga, é como ouvir o assovio nas janelas da alma, entoando o mais lindo soneto. Sinto sua falta, sua voz percorre o corpo como as correntes sanguíneas; quando me penetras com seu olhar, desmancho-me como pétalas que se entregam por amor e quando caem ao chão revestem o piso lesado pelas avarias do tempo.
Você reascendeu algo já tinha esquecido que existia, mas que reaparecia nos acordes errados. Troco conversas todos os dias e frizo quão confuso identifico-me com as espirais. O tempo é a espiral que difunda o instante que sou eu e o momento que é você. Sinto que preciso gritar que te quero, te desejo, porém sinto mais ainda que o tempo revela o tempo certo para amar sem medida, como se corpos caíssem do penhasco atrás da liberdade, sem a preocupação de chegar ao fim e estraçalhar-se em pedaços. Inconscientemente sinto que sou teu, que pertenço à seus lábios, que sou o desejo do seu corpo e que sou o conforto dos seus abraços.
O dia amanhece e repenso como é bom te querer, o sorriso que me deixas ao fim de cada frase diz e o pensamento refaz o último beijo como se fosse o próximo.

Robson Neves.

Paradigmas, reais ou não.

orvalho-do-amanhecer-na-grama-64779956Entrando em constelações, percebo o quão pequeno e insuficiente sou…
Ando pelas vias noturnas, pulo galáxias e não encontro o chão, mesmo que precise de uma base para o impulso. A vida tem as mesmas proporções, mas em situações reais e de toques…
Quando os olhos se fecham, existem escuros ópticos que deslizam pela imaginação sem parada ou fim. de tanto ir e nunca seguir, uma hora se cansa e se deslumbra com olhares a esmo.
Eu olho, olhar e dizer que não vejo é apenas um paradigma poético, de um eu lírico para definir os negativos que não se quer enxergar. Inúmeras páginas querem te iludir com o paraíso onde os animais se amam e os homens são mansos, sem distinção… mas por todas entrelinhas, existe um sentimento que padece a cada dígito ou lágrimas, que possuem a mesma validade. O teclar não toca o céu dos pingos da chuva, o sentimento se não sentido voa e não chega onde deve pousar, os pássaros que assoviam nas manhãs não trariam alegria aos pulmões se as raízes não suspirassem vida…
Todo dia é dia. Todos os dias, podem ser os dias.
Milagres são simples, como aquele oi que envergonha-se de dar, como o sinto sua falta que não abraça quem deve abraçar, como o brilho no olhar que não se sente com medo de errar… Privar-se é definir a todo instante níveis de instrospeção. O embaçar dos olhos é o grito que o peito não suporta.
Rosto à água e sabão, olhares profundos no reflexo, um eu que às vezes sofre, sem ter quem possa ouví-lo; quando na verdade não ter ouvintes é o alivio que o inconsciente diz estar certo. Deixar-se ir…
Ninguém quer ir sozinho, ninguém quer sair só. Olhar ao seu redor, e não ser visto: vazios imensos.

 

 

Robson Neves.

Atemporais prazeres, iguais em tempos

Pelos caracteres atemporais, sem estações, há montanhas russas desequilibradas de raciocínio lógico. Essa inconstância causa desconforto e prática de ciúmes incontroláveis à níveis estratosféricos de loucura… Sou capaz de me transformar em seres quase imperceptíveis, apenas para observar o que não posso ver enquanto humano.
Tento sempre reparar no que acontece à minha volta, nem sempre consigo. Existem cenas obscuras que não suportam vírgulas.
A grande verdade é que a gente se apaixona sem querer, se apega sem saber, mesmo se auto protegendo contra qualquer sentimento. Habitamos uma época em que a carência é absurdamente derrotada, enquanto é usada como disfarce para o prazer. Gozar é o que importa, a colocação emocional nunca será requisitada; quando a carne se satisfaz a alma transborda. Vazios e excessos na mesma proporção, criados de acordo com o que se propõe. Digo que ”amor próprio em excesso faz mal e adoece”, cada um dentro das suas limitações e liberdades.
Ninguém se questiona dos porquês, até porque não importa se um acento, se tornará assento. Ser passageiro é mais prazeroso. A ilusão criada pela fodástica vontade de ser, é apenas uma capa onde paga-se caro pela figura que outros irão imaginar, mas por dentro existe um planeta com prováveis vácuos.
Nos preenchemos de fomas inusitadas, de loucuras elucidantes, de perigos… desbravar é eloquência.
A primeira pessoa, queria viver loucamente, a segunda pessoa nem sempre permite. Quando o terceiro entra em cena, ele deixa dúvidas. O quarto é o desejo, o quinto é a possibilidade de sermos o quarto dentro do cúbico e sexto, é quando nos enganamos.
Na vida somos tão andarilhos que temos não somente pés calejados, de idas e vindas figuramente, porque nem sempre estamos ao sol, às vezes estamos dentro do eu particular…
A solidão para uns é alucinadora, para outros aterrorizante.
Sempre estamos em busca de alguma coisa, incessante ou vagarosamente.
Nada é tão perfeito, portas que se fecham, janelas que se abrem, verbetes excitantes, figuras à níveis absurdos de tesão…
Não existe fim, e sim uma vírgula cheia de vontade… enquanto não se sacia, se desbrava mares infindáveis em busca do ”tô aí pro que der e vier”.

O quando, pode ser a história que não ancora e se perde

E, irá sempre separar dois caminhos distintos. O quando eu não sei, o amanhã pode ser, o ontem já foi, o agora é muito imprevisto.

Quando há um momento transitório de sentimentos, é fácil se perder dentro do seu próprio mar. Acabam-se as histórias de amor, as horas de imaginação, os dias contados no calendário de saudade e o mundo torna-se outra cor. Ninguém nunca disse que é fácil esquecer, mas também ninguém nunca reclamou de ter esquecido. Há controvérsias. As horas passam sonoramente no musical do silêncio. O pensamento naufraga porque não conseguiu ancorar… As ações nunca dependeram do querer, sem antes não terem sido planejadas. Uma gota d’água nunca chega ao seu mar, sem se aventurar pelos rios e lagos. Uma folha seca nunca vai cair, se o vento não a levar. E assim somos eu e você, mas nunca seremos nós: não sabemos o que pode mudar.

Na vida nunca é fácil ser o autor da própria história, o pensamento é uma conjuntura de longas viagens sem voltas, mesmo que alguém te puxe e te firme os pés ao chão, você não retorna ao ponto de partida. O eu da história, nunca será o eu que escreve. De mim você não pode esperar como a mim você não pode oferecer. Como a água que chega ao mar, é a história que se perde.

Borrei o que não sei dizer

Por várias vezes na mesma noite, abri e fechei janelas. Nessa mesma noite, me virei em dias claros, vácuos nebulosos, pensamentos longínquos e no meu oceano particular sua memória.

Eu lírico, olhos fechados, pele fria, arrepios, coração quente. Meiga lembrança fulgurante na pele rosácea, que floresce nos campos arteriais, que formam o corpo cheio de sentimento. Já não sei se figura o primeiro amor ou se apenas estampa um passado, que brilha, que grita, que pede. Já me sento nos balanços de madeira e palha, converso com minha amiga, que me acompanha há tantos mil dias e não me permite acreditar num único sonho. Não sei o que é sonhar, faz dias que sinto a falta nas mais obscuras realizações onde te toco, mas não te sinto, te vejo mas não sei qual seu sabor…

Sabores inúmeros, lábios doces, carnudos, que atravessam o meu prazer e me invadem loucamente sem pedir permissão. Olho no fundo do seu negro mar, nado nas suas pardas cores; mais abaixo as imas batidas que duplicam quando me toco em você e você se toca em mim. Laços entre dedos, calor entre corpos, tesão que se expande em grandes escalas… Aaaaah o amor.

Eu já não sei mais lembrar, já me perdi nas ondas. Faz meses que não ouço o tom inebriante dos teus agudos. Tentei te esquecer, não deu. Não deu pra deixar de te amar, não deu… Percebo que as cinzas se desmancham quando minhas lágrimas caem no seu percurso, como grãos do campo retirados da beleza do seu caule. E ainda sim prefiro cinzas, porque com elas posso desmanchar e reescrever com o pó que resta do que sinto, que deve ser saudade; eu já não sei mais. Eu quero chorar.

Eu quero chorar saudade, eu quero chorar a vontade de te olhar, eu quero chorar mais ainda. Eu quero chorar porque um pedaço de mim está longe, ou será que apenas estou sonhando essa distância? Não sei se estou agindo certo. Não sei devo esquecer, já que cada história tem seu momento em nossas vidas. Por que vida, tão cruel com o amor que me faz sentir? Já pedi a Deus que me fizesse esquecer, mas como vento, aparece nos meus olhos e se protege no coração. Tento chegar, mas meu medo é maior. Seu nome não me sai da cabeça, seu corpo não me sai da pele. Choro cada letra, porque duvido. Choro porque sinto falta, mas não sei se choro porque amo. Encontro-me com a lastima do tempo, que vira o temporal, não me recordo de chorar por amor… Acho que é a primeira vez. São tantas lembranças na mente… Precisei de uma noite pra me apaixonar e não sei se posso ‘ nunca mais te esquecer’. Não gosto da história do dizem que; gosto do amor, sentir borbulhas, quero que as ventanias espalhem o eu te amo enquanto existir amor, pelos oceanos. Quero chorar. Penso em você e penso em mim. Não sei se devo pensar em nós.

Entre mil e umas letras, em segundos auditivos, eu te quero não querendo. Não quero sentir dor, não quero chorar mesmo chorando. Sorrisos. Aquela pele, aquele calor, aquele prazer, não pude te tocar, porque ia devorar sem pensar. No meio de tantos outros olhos, eu queria te fazer meu apenas pra te amar…

E por mais uma vez, borrei a linhagem das cinzas que desenham o que eu não sei dizer.

Parágrafos sem manchas: dias, horas, folhas, cinzas, refazer…

Faz sois e luas que não mais sinto calor por te tocar. Faz dias e noites, ventos e brisas, chuvas e trovões, horas e minutos que estou em saudade.

Sinto-me confuso, gostando por gostar, mas subentendendo que a mente pode ou não enganar. Oh dores constantes de amor, ou paixão? Foi tão bom te amar, nos escuros do parque, debaixo das árvores, em cima das folhas secas, esquivando-nos de repentes clarões guiados por andarilhos, que sem caminho, vão à busca de um prazer e se curvam entre troncos, galhos e arbustos. Em todas as palavras que tento escrever, em tantas vezes apontando as cinzas e quebrando todos os inícios, não sei não relembrar…

Quando te olhava, te sentia em mim. Quando te tocava, te sentia por dentro: Uma explosão de prazer em muitas conjunturas. Naquele instante percebi que a mágica floresceu; vi um sorriso acanhado, uma vontade louca, um desejo imenso… Aaaah como é bom. Vivi loucamente aquele olhar, um paradoxo hormonal que nunca em noventa mil dias senti… É algo louco de se pensar. Olho-te todos os dias, pelas sombras que meu coração registrou; sinto seu corpo a cada página virada, que o dia e as horas separam. Vejo-te tão perto, te espero tão longe, na expectativa de encontrar folhas secas que me levem a você. Um caminho deserto, sem destino, sem respostas, um horizonte, um ponto final, tantas entre linhas, um eterno vácuo no espaço entre nós, tantas palavras e toda falta de coragem.

Nos escuros sonhos, a claridade da imaginação, se traduz nos tons da sua voz. Não sei se é paixão ou loucura. Não sei se é saudade ou loucura. Não sei se é amor ou loucura. Sonhar com tanta saudade e não viver um beijo, acordar com contínua saudade e não poder fazer nada. Acordar com saudade, olhar para os lados e me sentir no meio do oceano, sem começo, sem fim, a onde não posso ancorar… Por quantos dias mais você viverá nos meus pensamentos? Quando sonhei com a liberdade de amar a vida, amar o amor, amar, você retorna e me faz quere-te por mais. Olho para meus dias e percebo que nunca havia sentido a química, onde os corpos não se suportam quando distantes… Quando dois corpos já não se veem longe um do outro, ceda e se enrosque. Deixe-se ebulir.

Já reescrevi, já redesenhei, refiz as pontas, refiz todos os inícios e todos chamam por você. Ainda não sei se é loucura, ou se apenas imaginação. Se for, já não sei o que é. Se for, já não sei como ir. Se for, já não sei como chegar. Todos os dias, espero chegar ao fim da folha e aplaudir os parágrafos ditados sem manchas, apenas com o sortilégio de dizer pela primeira vez: me apaixonei.

Quer, mal me quer

” Os meus dias se passam e são mais visíveis,

que os sentidos já não são os mesmos desde que

outrora não vives mais ao meu lado..

Sinto que existe algo que não pode controlar as palavras que estão prestes a explodir,

sem ao menos pedir passagem.. Quer bem, quer mal…

Isso pode trazer: incertezas, perjúrios, maus desejos … Nosso destino nos traça,

sem ao menos sabermos

como chegar ..”

Tapas, usos e abusos

Sem muitos sentimentos, sem muitas emoções.

Tristeza, solidão, palavras feridas e orgulho insensível: de todos os amores, de todas as loucuras, de todas as sensações, de tudo que se chama vida.  Papel, lápis, um café, pensamentos, conflitos, fazem surgir um dos mais incríveis monólogos que a solidão já criou.

Escrever, borrar, apagar, reescrever, parar, pensar. A vida se torna rotativa, quando as histórias não possuem um final feliz e fáceis de entender. Viver esse momento, fantasiar realizações, imaginar que está perto e poder olhar e dizer: ‘obrigado por estar aqui’, nunca foi tão emocionante. Você acorda, agradece pelo dia, pela noite, agradece por tantas coisas, que se esquece de que existe um vazio eterno e com grandes placas plásticas que te fazem enganar-se com o pouco. Entende onde quero chegar?

A facilidade da escrita permite sempre reeditar suas ideias e pensamentos, sem críticas que impactam a existência. Cada um é responsável pelo que cativas, que também são responsáveis pelos erros exercidos desejosamente ou não. Quem sou, pra julgar atos alheios? Mais do que um simples propalador de grandes acidezes, que em sua maioria, são ignoradas ou não compreendidas. Não descrevo o eu lírico, que pertence à alma, descrevo o senso comum, que deveria ser obrigatório. Incrivelmente ao olhar os caminhos ultrapassados, o que foi deixado de lado e as substituições, que são capazes de gerar um notório enredo dos mistérios da vida, fazem muitos delírios se transformarem em grandes verdades, que só contemplam a quem acredita. Olhos fechados, boca entre aberta, sonhos e pesadelos, creditados em pensamentos, que nunca foram tão singelos enquanto a mente digitada no tato, ganha vida, dá vida. Realidade ou não, o que é dito por ‘’meia boca’’ faz e gera mais ibope, mesmo sendo inutilizado pela sociedade ignorante e exacerbada pela sociedade culta. Essa combustão excessiva de efeitos confunde cada vez mais a mente de quem realmente, ainda não está preparado pra ter que aceitar grandes mudanças, tapas. Mas o dia há de chegar, os pensamentos, irão se encaixar, as palavras irão sair e o mundo será cheio de cor e brilho, aos olhos dos que alcançam a sua exclusiva liberdade. Não existem nomenclaturas, não existem protocolos, nem diretórios que ensinam. Vida é pessoal e intransferível. Não expresso, as ideias como se fossem minhas críticas, pois deveras não tenho permissão pra fazê-las, tudo isso dentro de um contexto ‘natural e proibitivo’; mas é preciso negritar a exigência que a população ignorante exerce, sendo indiferente com a sociedade, àquela mesma que habitam e esquecem-se de que precisam dela pra sobrevivência, social, pessoal, amorosa, financeira.. Muitos que criticam a ‘sociedade’, à usam, sem ao menos ter o prazer do que é estar em blocos, compartilhar, experimentar que o que é pra todos, pode ser somente nosso. 

O sociável, ele é o cara que tem grandes possibilidades de sucesso em conquistas simples. O que falta, é uma comunicação clara e evidente, ao qual é extremamente esquecida e deixada de lado, um abuso. Existe a preguiça harmonizada com a vontade de ser o outro; novamente, em palavras mais claras: ‘’É preciso ser único e exclusivo’’. O outro somente será o espelho, para o reflexo do que podemos ser no futuro, conquistados por méritos.  Será que um dia, existirá uma grande convenção, de convencimentos sobre a necessidade de ”ser você, essência pessoal”? 

Palavras sábias, às vezes traduzem ignorância ou desentendimento. Onde há necessidade, há vontade, apenas não há esforços. Quem entende a finalidade das palavras, já vivencia a ousada sensibilidade.

 Imagem

‘‘De que vale a sagacidade de existir, se essa existência não tem raízes profundas, hidratadas pelo cérebro?’’